[Prólogo] Prologo de Dianna - O Esquecimento.

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[Prólogo] Prologo de Dianna - O Esquecimento.

Mensagem por Dianna H. Wolff em Ter Ago 04, 2015 1:40 am

O Esquecimento
Corria de forma quase incansável por entre a velha mata que a muito não conhecia. Seu corpo já apresentava sinais de exaustão quando a bruxa cairá pela nonagésima vez por entre os gravetos pertencente aos aglomerados arbustos que se espalhavam por entre o percurso, gravetos que lhe deixavam marcas visíveis por sobre a pele, ferimentos que apesar de superficiais lhe causavam grande ardor. Seu sangue agora escorria por sobre a pele nua, tingindo a em tons escarlates. Foram breves os momentos que passara ali caída, contemplando a própria dor, de modo que logo seu inconsciente a forçara a se por de pé no intuito de prosseguir o percurso. Não havia tempo, não pudera simplesmente ficar ali caída, parada, ferida ao aguardando de sua própria morte. Há nevoa que antes fora um reles efeito agora assumia uma textura densa, quase palpável, e logo a garota fora inundada pelo temor. Levou à mão ao pingente que trazia por entre o pescoço buscando calmaria por entre as lembranças que não recordava, mas ainda sim se apegava a crença de que elas se encontravam ali, não podia estar "só" por entre aquela vasta imensidão, ou poderia? Sua mente era invadida por questionamentos que no momento ela pudera responder: Quem ela fora? O que ela fora? Onde estava? Porque ficara só naquele local por tantas luas, ou fora apenas uma?

- Corra!

Gritou a voz que pusera fim a todos os questionamentos tidos pela garota. Sua mão largara o pingente quase que instintivamente ao termino do som, de modo que suas pernas puseram-se a se mover como se instruídas por um comando. O vestido que trajava impedia parcialmente o seu movimento - uma vez que o mesmo se estendia quase que aos seus pés -, assim como dificultava sua respiração - devido ao espartilho que trajava sobre o tecido -. Sentia vontade de rasgar o tecido para melhor se movimentar, melhor respirar, libertar-se daquela sufocante veste que mais parecia uma prisão. Enquanto movia-se, com grande dificuldade ela soltara o cordão que prendia seu espartilho e o mesmo fora deixado para traz ao chão, consumido pela nevoa que alastrava-se de modo rápido atras da jovem, como cães de caça em busca de sua presa.

- Me deixe partir. - Falou ela de modo rouco, choroso por entre um ultimo lamento. Estava exausta e seus pés nus não mais aguentavam correr por entre aquele vasto e árduo terreno. As arvores aproximavam se cada vez mais uma das outras, como se buscando inibir a passagem, fosse da luz ou de qualquer ser que tentasse trafegar por entre elas. Era uma vasta e solitária prisão. Engajou um dos pés por entre o que acreditava ser um raiz, sendo levada novamente ao chão, não encontrando tempo nem ao menos de proteger a face. Seus lábios, assim como nariz, sangraram devido a violenta colisão, e por fim não havia mais como resistir a dor. Virou o corpo para fitar o imenso céu que pairava sobre sua cabeça, observar o imenso vazou salpicado em branco, onde ao cume um astro da mesma coloração das estrelas resplandecia. Uma lua eternamente cheia por entre um céu estrelado, evento comumente não visto. A nevoa por fim a tocava, e o frio alastrava-se por sobre seu corpo. Junto a nevoa existiam mãos, percebeu a garota, estas a seguravam com grande firmeza como se temendo sua fuga. Era o fim, pensou ela não direcionando o olhar. As lagrimas beiravam seus olhos e deslizavam por sobre suas bochechas pálidas, pouco antes dela ser violentamente puxada para o interior da nevoa, sendo tragada pelo seu pior medo, O ESQUECIMENTO.
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Dianna H. Wolff
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